Eleições 2026 Após ordem de Nunes Marques, campanha registra canal 'Exército do Lula' no TSE
Plataforma virou alvo de disputas judiciais na Corte Eleitoral. Agora, publicações podem ser atribuídas à campanha do candidato à reeleição.

Após impasse judicial, campanha registra canal de WhatsApp 'Exército do Lula' no TSE
Com a medida, publicações feitas na plataforma de mensagens podem ser atribuídas à campanha do candidato à reeleição. Registro atende a uma determinação de Nunes Marques.
Por Márcio Falcão, Gustavo Garcia, TV Globo e g1 — Brasília
13/10/2026 12h42 Atualizado há 22 minutos
Após impasse judicial, campanha registra canal de WhatsApp 'Exército do Lula' no TSE
Após impasse judicial, campanha registra canal de WhatsApp 'Exército do Lula' no TSE
A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como "Exército do Lula" no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.
🔎Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.
O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.
A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.
Na decisão, Nunes Marques apontou que a legislação eleitoral estabelece que canais já existentes antes da formalização à Justiça Eleitoral, caso do "Exército do Lula", só podem ser utilizados na campanha após o prazo de 48 horas contado a partir registro.
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